Pular para o conteúdo principal

Gargalos Logísticos


 
O sentido no qual o termo "gargalo" está sendo empregado é de representar os fatores que configuram um estrangulamento, um impedimento à expansão ou desenvolvimento de alguma atividade econômica.

 Os "gargalos" são todos os pontos dentro de um sistema industrial que limitam a capacidade final de produção. E por capacidade final de produção devemos entender a quantidade de produtos disponibilizados ao consumidor final em um determinado intervalo de tempo.

São vários problemas que comprometem a logística no Brasil e, consequentemente, a competitividade e eficiência tanto da indústria nacional (inviabilizando as exportações em alguns casos) quanto das filiais brasileiras de empresas multinacionais.

Os gargalos da logística inclusive já estão computados no chamado "Custo Brasil".

Os fatores e as questões socioambientais somadas às questões comerciais e econômicas apresentam-se latentes nas questões estratégicas das operações o que resulta em investimentos logísticos reversos de alto valor agregado. São esses fatores que têm influenciado as empresas a cada vez mais aderirem a Logística Reversa, que consiste em gerenciar o fluxo do ponto de consumo até o ponto de origem, ou seja, é a logística de trás para frente (LACERDA, 2002).

As péssimas condições das estradas no Brasil o que gera enorme desperdício no momento do transporte e aumento nos custos dos processos logísticos no país;

A falta de silos para armazenamento de grãos em certas regiões;

A falta de modernidade em nossos portos e aeroportos;

Problemas de engenharia na maioria dos nossos portos o que impossibilita o atracamento de navios de grande porte, dado que muitos de nossos portos são considerados rasos demais;

Estrutura aeroportuária defasada com falta de aeroportos de grande porte e a impossibilidade em se ampliar a maioria dos aeroportos já existentes, vide o exemplo de Guarulhos e Congonhas em São Paulo;

Falta de incentivo em se edificar portos secos o que poderia desafogar os portos litorâneos e principalmente ampliar a estrutura logística e de circulação de mercadorias no país;

Nossa enorme dependência do transporte terrestre feito por caminhões e o desestímulo na construção de ferrovias;

Nossa incapacidade em aproveitar nossos rios criando hidrovias que poderiam auxiliar no escoamento da produção;

Os extremos desse sistema são: a entrada dos recursos que serão transformados, iniciando pela compra das matérias primas, o que chamaremos de input. O outro extremo é o output, ou seja, a venda dos produtos acabados ao consumidor final. 

O maior nível de ociosidade ocorre quando o gargalo se localiza próximo ao input, ou seja, no início da produção, pois todas as fases seguintes do sistema ficam comprometidas. Por outro lado a ociosidade do sistema pode não ser o mais grave. Na verdade, quanto mais próximo ao output (saída), mais prejudicial ela será. Isto porque, avançando dentro do sistema produtivo, teremos também a agregação dos custos variáveis, ou seja, aqueles que só existem com a produção. Neste caso, o bem foi produzido, houve gasto de matéria prima, adição de mão-de-obra e outros recursos, mas, devido ao gargalo na saída, não houve geração de receita com a venda.

De tudo que é transportado no Brasil, 58% vão por estradas e 28%, seguem por ferrovias. Nos Estados Unidos, o transporte é feito, sobretudo, por trens. Em todo Brasil são 28 mil quilômetros de malha ferroviária. Nos Estados Unidos, 10 vezes mais (280 mil).

 

O problema brasileiro não é apenas a malha ferroviária pequena, mas a ociosidade dos trilhos. Menos da metade, 12 mil quilômetros, é usada com frequência. Nos Estados Unidos, tudo é usado.

 

A situação das rodovias é ainda mais crítica. São 1,6 milhão de estradas no Brasil, mas apenas 200 mil quilômetros asfaltados. Os Estados Unidos têm mais de seis milhões de quilômetros de estradas, 70% com asfalto. Para piorar, a estrada não asfaltada é mais perigosa e dá mais prejuízo. Um caminhão que usa estradas de terra gasta mais gastos com pneu, combustível e peças.

 

Em média, gasta 30% a mais, custo que é repassado aos produtos transportados. “Nós sabemos que muitas coisas que hoje se transporta por rodovia, não deveriam estar lá”. O que significa o seguinte: produtos mais baratos chegam para nós mais caros por causa da ineficiência logística brasileira. Ferrovia e rodovia hoje no Brasil elas competem, são concorrentes, no mundo desenvolvido, elas é complementarem.

Logística de Distribuição

Para Ching (2001, p. 147), “(...) a logística de distribuição trata das relações empresa-cliente-consumidor, sendo responsável pela distribuição física do produto acabado até os pontos-de-venda ao consumidor, e deve assegurar que os pedidos sejam pontualmente entregues, precisos e completos”. Conforme Bowersox e Closs (2001), as etapas que compõem a distribuição dos produtos e materiais iniciam-se com o pedido do cliente, que é transmitido e processado. Posteriormente o mesmo é separado e transportado até o cliente para ser entregue, consequentemente se o cliente sentir-se satisfeito formar-se-á um ciclo, constituindo um relacionamento de parceria e fidelidade entre fornecedor e o cliente.

Logística Integrada Segundo Fusco (2006), a logística integrada é uma rede burocrática, assimétrica, vertical, estática, modular e tangível. Por ser baseado em acordos formais, ser estabelecida a partir de uma unidade produtiva tem o compartilhamento de atividades da cadeia de valor, são acordos de longo prazo, cada elo da cadeia tem a sua função bem definida e surgem a partir de oportunidades com o intuito de compartilhar atividades da cadeia de valores.

Segundo Garcia ET al. (2006), SCM é o termo usado para descrever a administração do fluxo de bens e informações ao longo de uma cadeia de suprimentos, passando por fornecedores de matérias-primas, fabricantes, distribuidores, atacadistas e varejistas, até que os consumidores finais tenham suas demandas atendidas. A figura 04 ilustra uma cadeia de suprimentos típica.

Faria e Costa (2005, p. 69) citam que diante de um contexto de intensa competição, na maioria dos segmentos da economia, a gestão dos custos logísticos tem como objetivo principal estabelecer políticas que possibilitem às empresas, simultaneamente, uma redução nos custos e a melhoria do nível de serviço oferecido ao cliente. Para isso, é preciso conhecer quais são os custos inerentes a todo o processo logístico, “os custos logísticos são os custos de planejar, programar e controlar todo o inventário de entrada (inbound), em processo e de saída (outbound), desde o ponto de origem até o ponto de consumo”.

Referências Bibliográficas

http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2012/08/logistica-e-um-dos-maiores-gargalos-na-economia-brasileira.html

http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/conhecimento/revista/rev2604.pdf

http://www.logisticadescomplicada.com/panorama-da-logistica-no-brasil/

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?id=1291631&tit=O-gargalo-da-logistica-e-o-investimento-internacional

http://www.martin-brower.com.br/imprensa/rev_logweb_jul08.pdf

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ponto_de_estrangulamento

http://sustentahabilidade.com/?p=164

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/gargalos-de-producao/21678/

http://www.cgimoveis.com.br/logistica/pesquisa-gargalos-logisticos-sao-principais-entraves-para-exportacoes-fgv

http://noticias.bol.uol.com.br/economia/2012/11/02/analise-pais-precisa-aproveitar-momento-para-definir-logistica-ferroviaria.jhtm

http://aeinvestimentos.limao.com.br/especiais/esp8993.shtm

Postagens mais visitadas deste blog

Objetivos da Logística

Logística tem por objetivo planejar, colocar em operação e controlar as atividades de logística de uma empresa, utilizando as metodologias e tecnologias atualizadas de gestão e identificando oportunidades de redução de custos, aumento da qualidade dos serviços em geral e aumento da qualidade de cumprimento do prazo. O profissional sairá preparado para aperfeiçoar os processos de aquisição, armazenamento e distribuição de materiais dentro do conceito de cadeia de suprimento (supply-chain), bem como para analisar aspectos de dimensão e localização de Centros de Distribuição, visando à minimização de custos operacionais e tributários, sem perda na qualidade dos serviços, e possibilitando vantagens competitivas para a empresa.




No Brasil, o Decreto-Lei 1.598/77, em seu artigo 14 determina que: o contribuinte que mantiver sistema de contabilidade de custo integrado e coordenado com o restante da escrituração poderá utilizar os custos apurados para avaliação dos estoques de produtos, principa…

20 perguntas mais comuns em uma entrevista de emprego e dicas de como você pode respondê-las para se dar bem em um processo de seleção.

1. Fale sobre você.
Não existe regra. Cada entrevistador tem uma expectativa. No geral, o selecionador quer saber mais sobre a formação acadêmica do candidato, o que ele gosta de fazer (hobby), seus sonhos e expectativas. A orientação é direcionar o discurso para o âmbito profissional.
2. Quais são seus objetivos a curto prazo?
O candidato tem de pensar qual é o seu objetivo antes da entrevista. Só assim vai saber se determinada oportunidade de empregoé interessante para ele. É necessário que o profissional “entreviste” também a empresa e averigue se a proposta é significante para sua carreira.
3. Quais são seus objetivos a longo prazo?
Como em uma relação a dois, é primordial que a pessoa deixe claro quais são seus anseios na vida profissional. Para isso, é preciso ter clareza. O erro da maioria dos candidatos é a passividade, isto é, aceitar uma proposta sem saber o que é relevante para sua trajetória profissional.
4. Como você lida com as pressões do trabalho?
O candidato deve dar …