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Terceirização no setor Logístico


 

Qualquer terceirização deve ser realizada com critério, isto é, suportada por uma visão estratégica do negócio.

Na realidade, terceirização consiste em transferir a terceiros a execução de tarefas para as quais a relação custo/benefício da execução interna não é das mais vantajosas, seja do ponto de vista financeiro, de qualidade, ou mesmo de especialidade. Essa prática surgiu inicialmente nas áreas ditas de apoio como: conservação e limpeza, assistência médica e alimentação de funcionários. Atualmente, sob o impacto das novas tecnologias de gestão, as atividades empresariais já adotam terceirização em outros segmentos, além daqueles ligados à logística, tais como operações relacionadas com processamento de dados, assistência jurídica, contábeis, e várias outras. De maneira positiva na adoção deste tipo de modalidade de contratação de serviços, é que se torna desnecessária a manutenção de uma equipe própria, envolvendo todos os custos, tais como – salários, encargos sociais, treinamento, livros técnicos, espaço ocupado dentro da organização e gastos com equipamentos. Diante dessa importância o objetivo do presente estudo é ressaltar os principais aspectos da terceirização, buscando evidenciar as prováveis vantagens e desvantagens para a gestão empresarial.

A empresa em busca de melhorar a competitividade no mercado encontra-se o trabalho de definição e concentrar-se em atividades que consideram das competências centrais como forma de focar recursos nas atividades estratégicas que as levarão a criar valor aos seus acionistas.

Operações, distribuição e serviços cadeia de suprimento de uma empresa tradicional. Com o desempenho na cadeia de suprimentos na empresa deve ser realizado de maneira a garantir a sua estratégia competitiva com compatibilidade entre as prioridades do cliente, satisfeitas pela estratégia competitiva, e às habilidades da cadeia de suprimento, estará otimizada se todos os sistemas e processos estiverem alinhados com a mesma, incluindo o desenho da cadeia de suprimentos. A necessidade de se garantir o alinhamento entre a estratégia competitiva e o desenho da cadeia de suprimento visa maximizar os resultados da empresa.
Vantagens da terceirização 
Oportunidades de reduzir o custo logístico e melhorar a desempenho o processo de terceirização das atividades logísticas para empresas especializadas nestes serviços. Devido ao processo de customização que está sendo levado à tona pelas empresas, onde cada cliente busca um produto diferenciado, as mesmas ampliaram drasticamente a quantidade de produtos disponíveis em seus respectivos portfolios. Levando-se em consideração que um dos principais objetivos da área de logística é disponibilizar o produto certo, no local certo, na quantidade certa, a proliferação de produtos impõe uma maior complexidade à área de logística no cumprimento do seu papel dentro da cadeia de valor do negócio, o que também, possivelmente, implica em maiores custos.

Segundo Giosa, (1994), as vantagens que a logística traz a uma empresa é a focalização dos negócios da empresa na sua área de atuação; diminuição dos desperdícios, redução das atividades – meio, aumento da qualidade, ganhos de flexibilidade, aumento da especialização do serviço, aprimoramento do sistema de custeio, maior esforço de treinamento e desenvolvimento profissional; maior agilidade nas decisões, menor custo, maior lucratividade e crescimento, favorecimento da economia de mercado, otimização dos serviços, redução dos níveis hierárquicos, aumento da produtividade e competitividade, redução do quadro direto de empregados e diminuição da ociosidade das máquinas, maior poder de negociação, ampliação do mercado para as pequenas e médias empresas, possibilidade de crescimento sem grandes investimentos, economia de escala, diminuição do risco de obsolência das máquinas, durante a recessão. 

Desvantagens da terceirização –

Presunção de vínculo empregatício;

 Não há impedimento de que os mesmos serviços sejam prestados pela concorrência;

 Maior rotatividade de mão de obra;

 Diferença de benefícios;

 Maiores riscos de furtos e vandalismo;

 Dificuldade de encontrar novos parceiros de confiança.

Giosa (1994), também destaca algumas desvantagens, onde a empresa pode correr risco de desemprego e não absorção da mão-de-obra na mesma proporção; resistências e conservadorismo; risco de coordenação dos contratos; falta de parâmetros de custos internos; demissões na fase inicial; custo de demissões; dificuldade de encontrar a parceria ideal; falta de cuidado na escolha dos fornecedores; aumento do risco a ser administrado; conflito com os sindicatos; mudanças na estrutura do poder; aumento da dependência de terceiros; Perca do vínculo para com o empregado; Desconhecimento da legislação trabalhista; dificuldade de aproveitamento dos empregados já treinados e perda da identidade cultural da empresa, em longo prazo por parte dos funcionários. Note-se que as duas primeiras desvantagens refletem uma realidade (o desemprego como consequência terceirização) da qual nem sempre se pode escapar, e também, refletem uma característica própria de nossa cultura (uma situação também, às vezes, difícil de contornar). Com o exposto, Giosa (1994), leva a reflexão empresária, sobre os mais relevantes fatores positivos e restritivos da terceirização.

Diretrizes básicas para a terceirização - Segundo Giosa (1994) as diretrizes propostas para guiar a terceirização são:

- Terceirizar, primeiramente, atividades não diretamente relacionadas à cadeia de valor; - Investir maiores recursos na atividade essencial da empresa, almejando maior competitividade;

- Racionar e aperfeiçoar os sistemas produtivos;

- Escolher empresas prestadoras de serviço que possam se ajustar às necessidades e especificações do tomador do serviço;

Ao terceirizar atividades da cadeia produtiva, observar um perfeito entrosamento entre contratante contratada, a fim de evitar o surgimento de gargalos, subi ou sobre utilizações em uma das duas firmas;

- Comparar os custos da atividade a ser terceirizada, com seus custos após a terceirização;

- Escolher empresas-destino bem administradas, mas menos poderosas que a organização contrata;

- Prestar atenção na tecnologia de produção e de gestão da empresa a ser contratada;

- Comparar os preços oferecidos pela empresa prestadora do serviço;

- Transferir o saber fazer para a empresa contratada, desde que esta transferência se traduza em benefícios futuros para a empresa contratante, e não venham a gerar desvantagens estratégicas posteriores; acarretará em aumentos de custos de atividades para outros setores da empresa;

- Certificar-se de que a terceirização não acarretará em aumentos de custos de atividades

Para outros setores da empresa;

- Visitar e observar as instalações do fornecedor;

- Analisar o relacionamento do prestador de serviço para com seus clientes e fornecedores;

- Vislumbrar um possível interesse do fornecedor em vir a ser um parceiro;

A Terceirização se enquadra e se caracteriza, no contexto das técnicas modernizantes, inserida naturalmente nos conceitos e bases científicas da Administração. A ação da Administração se revela presente na aplicação da Terceirização, quando se incorpora à argumentação, a seguinte equação: administração = coragem de mudar x risco. Assim, a premissa que se coloca neste contexto é exatamente caracterizar uma realidade conjuntural: para o administrador da empresa, a empresa buscar novos rumos, planejadamente. Cabe ao administrador à missão inerente de enfrentar o processo, com coragem, avaliando, de forma plena, os riscos das mudanças da organização. 

Referências Bibliográficas

www.aedb.br/seget/.../867_Quarterizacao%20Seget%20Carina.doc.p...

http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/bds.nsf/frportal1?OpenFrameSet&Frame=Cont&Src=%2Fbds%2Fbds.nsf%2Fsubarea2%3FOpenForm%26AutoFramed%26jmm%3DLOG%25C3%258DSTICA

revistas.utfpr.edu.br/pg/index.php/revistagi/article/download/6/4

www.ecommercebrasil.com.br/.../razoes-para-considerar-utilizacao-d...

www.administradores.com.br/informe...logistico.../download

www.ilos.com.br/web/index.php?option=com_content...

http://www.santosmodal.com.br/pdf08/arq/mat-espacolivre.pdf

http://fgh.escoladenegocios.info/revistaalumni/artigos/edEspecialMaio2012/vol2_noespecial_artigo_10.pdf

http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/5600/176005.pdf?sequence=1

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