Pular para o conteúdo principal

Logística "Gestão"


A maior e talvez a mais complexa questão enfrentada por empreendedores e gestores é a motivação de sua equipe. Diferente de outras barreiras que precisam ser ultrapassadas para alcançar o sucesso, não há nenhuma fórmula para lidar com pessoas. Como fazer com que elas se sintam satisfeitas com o trabalho e desenvolvam as atividades da melhor forma possível?

Em tempos de crise - e de consequentes cortes no quadro de funcionários -, a energia dentro do ambiente corporativo é afetada. A ameaça de desemprego é um golpe na autoestima do funcionário e o entra-e-sai de pessoas compromete a coesão de toda a equipe.

As empresas, não importa o setor de atuação, estão envolvidas de alguma forma com a logística. Elas precisam manter em equilíbrio o malabarismo envolvendo estoques, distribuição, compras, etc. Inclua nessa equação a automação, cada vez mais presente nas indústrias, e você encontra uma receita muito difícil de acertar.

A luta pela eficiência passa pelo ajuste fino de todos estes elos. Mas nada disso poderá funcionar sem que os próximos dois participantes do processo façam suas partes: profissionais e governo. Continue lendo.

Profissionais

A logística de alguns anos atrás era feita majoritariamente por administradores e engenheiros. Hoje, o mercado ainda tem a disposição estes profissionais, mas as carreiras, deveres e atribuições aumentaram, assim como aumentou a oferta de mão de obra com os cursos técnicos, tecnólogos e bacharelados específicos em logística.

Isso indica que qualificação é a palavra de ordem. Tenha consciência do que você quer (e pode) alcançar, faça cursos extras, especialize-se. As vagas existem, mas você precisa oferecer um currículo adequado, compatível e bem qualificado.

Um gestor-chefe terá mais dificuldades para compreender e agir nessas circunstâncias. Por ter sido moldado no velho estilo de comando e controle e na expectativa de resultados imediatos, ele não vai resistir à tentação de sofisticar todas as formas de controle para obter produtividade a qualquer custo. Isso pode gerar uma tensão difícil de ser suportada, acionando mecanismos de defesa organizacional, como absenteísmo, desengajamento, má-vontade e cinismo. O resultado é a insatisfação de clientes e colaboradores, além da perda de qualidade e competitividade por parte da empresa.

Um gestor-líder entende que os resultados são obtidos pelas pessoas e que é seu papel mobilizar suas competências potenciais. O gestor-líder tem uma dimensão política bem desenvolvida, uma vez que a maior parte do seu dia de trabalho é dedicada a relacionamentos e a conversas com os funcionários.

Diferentemente do gestor-chefe, que enfatiza fatores motivacionais extrínsecos, ou seja, recompensas financeiras e benefícios, o gestor-líder enfatiza fatores motivacionais intrínsecos como a possibilidade de realização da pessoa por meio do trabalho, a possibilidade de aprendizagem e participação ativa nas decisões e resultados.

O chefe é visto, comumente, como um técnico que se dispôs a realizar determinado trabalho por intermédio de pessoas. O gestor é um ser humano que se dispôs e assumiu a realização de uma missão com as pessoas que fazem parte da sua equipe. Chefe e gestor são totalmente diversos, pois o gestor não é o chefe melhorado, mas sim outra forma de ser, de viver e de se realizar como ser humano acima de tudo.

A diferença está presente não só nas atribuições, como também nas responsabilidades, enquanto o chefe tem que se preocupar com seu setor, o gestor tem que estar atento a todos os setores e pessoas dentro da empresa.

Braga (2009) esclarece que chefiar é buscar resultados: planejar o trabalho de pessoas, organizar pessoas e recursos, controlar esses recursos. Considerando essas funções como sendo básicas, enquanto, que o papel do gestor (líder) consiste em consegue olhar para o sua equipe responsável pelo desenvolvimento do trabalho, sendo capaz de transmitir a ideia de que todo processo consiste em um desafio claro, que deve ser superado onde os objetivos que o compõem devem servir de mola propulsora para atingi-los.

O CHEFE – É o encarregado (a) formal de exercer o poder de comando e direção de um setor, departamento ou divisão. Exerce seu poder sobre assuntos e situações, decidindo e deliberando de uma forma tradicionalmente distante, por vezes fria e impessoal, pois seu trabalho pede pouco ou nenhum envolvimento emocional (apenas racional). Administra e conquista objetivos pela pressão e procura não permitir que suas decisões sejam influenciadas pela emoção, apenas pela razão. De forma geral, tem maior experiência e conhecimento do que os demais do grupo à frente do qual está e por vezes é impopular, levando de vez em quando o nome de antipático (a) em função do seu estilo e forma de se relacionar. É autocrático e movido pelos fatos, tendendo a ser mais racional e menos emocional.

O LÍDER – Seu forte é o relacionamento. Destaca-se pela facilidade em conduzir as pessoas na direção de objetivos. Nem sempre ocupa cargo de chefia e ainda assim consegue, de forma natural, que façam aquilo que deseja. Quando em posição de responsabilidade por um grupo, extrai dele e de cada um de seus membros o melhor que podem dar de si através da adesão e crença de que suas decisões são o melhor a fazer. Não foge dos envolvimentos emocionais. Em vez disso, utiliza o fator emocional como elemento que favoreça e colabore com o desempenho individual e do grupo. Procura sempre enxergar as pessoas, suas potencialidades e necessidades para exercer seu domínio. È democrático e movido (a) pelas causas, tendendo a ser mais emocional que racional.

O GESTOR – Os gestores ou gestoras costumam ser (ou ao menos deveriam) o resultado positivo da combinação de características tanto de chefes quanto de líderes, aplicando em função dos fatos, pessoas e circunstâncias a melhor e mais acertada solução. Procura inspirar confiança e transmitir segurança ao grupo. Estrutura, organizada e mantém a disciplina e a atuação do grupo. Goza da confiança e do respeito de todos na hierarquia e utiliza bem esse fator para fazer fluir sua gestão, equilibrando bem as diretrizes da empresa ou instituição com os anseios e expectativas daqueles que lidera. Podem ter um estilo tanto democrático como autocrático, se a situação assim pedir. Um bom gestor ou gestora não pauta suas ações só pela emoção ou pela razão, mas sim pelo bom senso e pela justiça. 

Referências Bibliográficas

http://www.rh.com.br/Portal/Lideranca/Artigo/6335/voce-e-apenas-um-lider-ou-um-chefe.html

http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2011/03/31/417141/veja-os-principais-erros-na-gesto-grupos-PRINTABLE.html

http://www.fastjob.com.br/consultoria/artigos_visualizar_ok_todos.asp?cd_artigo=570

http://www.gostodeler.com.br/materia/9181/diferenca_entre_chefe_e_gestor.html

Postagens mais visitadas deste blog

Objetivos da Logística

Logística tem por objetivo planejar, colocar em operação e controlar as atividades de logística de uma empresa, utilizando as metodologias e tecnologias atualizadas de gestão e identificando oportunidades de redução de custos, aumento da qualidade dos serviços em geral e aumento da qualidade de cumprimento do prazo. O profissional sairá preparado para aperfeiçoar os processos de aquisição, armazenamento e distribuição de materiais dentro do conceito de cadeia de suprimento (supply-chain), bem como para analisar aspectos de dimensão e localização de Centros de Distribuição, visando à minimização de custos operacionais e tributários, sem perda na qualidade dos serviços, e possibilitando vantagens competitivas para a empresa.




No Brasil, o Decreto-Lei 1.598/77, em seu artigo 14 determina que: o contribuinte que mantiver sistema de contabilidade de custo integrado e coordenado com o restante da escrituração poderá utilizar os custos apurados para avaliação dos estoques de produtos, principa…

Gargalos Logísticos

O sentido no qual o termo "gargalo" está sendo empregado é de representar os fatores que configuram um estrangulamento, um impedimento à expansão ou desenvolvimento de alguma atividade econômica.

Os "gargalos" são todos os pontos dentro de um sistema industrial que limitam a capacidade final de produção. E por capacidade final de produção devemos entender a quantidade de produtos disponibilizados ao consumidor final em um determinado intervalo de tempo.
São vários problemas que comprometem a logística no Brasil e, consequentemente, a competitividade e eficiência tanto da indústria nacional (inviabilizando as exportações em alguns casos) quanto das filiais brasileiras de empresas multinacionais.
Os gargalos da logística inclusive já estão computados no chamado "Custo Brasil".
Os fatores e as questões socioambientais somadas às questões comerciais e econômicas apresentam-se latentes nas questões estratégicas das operações o que resulta em investimentos logísti…

20 perguntas mais comuns em uma entrevista de emprego e dicas de como você pode respondê-las para se dar bem em um processo de seleção.

1. Fale sobre você.
Não existe regra. Cada entrevistador tem uma expectativa. No geral, o selecionador quer saber mais sobre a formação acadêmica do candidato, o que ele gosta de fazer (hobby), seus sonhos e expectativas. A orientação é direcionar o discurso para o âmbito profissional.
2. Quais são seus objetivos a curto prazo?
O candidato tem de pensar qual é o seu objetivo antes da entrevista. Só assim vai saber se determinada oportunidade de empregoé interessante para ele. É necessário que o profissional “entreviste” também a empresa e averigue se a proposta é significante para sua carreira.
3. Quais são seus objetivos a longo prazo?
Como em uma relação a dois, é primordial que a pessoa deixe claro quais são seus anseios na vida profissional. Para isso, é preciso ter clareza. O erro da maioria dos candidatos é a passividade, isto é, aceitar uma proposta sem saber o que é relevante para sua trajetória profissional.
4. Como você lida com as pressões do trabalho?
O candidato deve dar …