Pular para o conteúdo principal

Ergonomia aplicada na Logística


A ergonomia baseia-se em muitas disciplinas em seu estudo dos seres humanos e seus ambientes, incluindo antropometria, biomecânica, engenharia, fisiologia e psicologia.

No Brasil, a formação em Ergonomia tem como ponto de partida alguns conteúdos no ensino técnico (liceu) e por disciplinas esparsas em varias graduações, mais frequentemente nos cursos de Desenho Industrial (Design) e Engenharia de Produção. Ela ocorre de forma mais efetiva através de cursos de especialização (pós-graduação lato sensu). Os programas destes cursos de especialização normalmente incluem conhecimentos básicos em Psicologia Sensorial, Cognitiva e Social, em Antropometria e Biomecanica, em Fisiologia Humana e do Trabalho, em Organização do trabalho acoplados a metodologias de projeto em Desenho Industrial (Design), Engenharia de Produção e Arquitetura, assim como em aplicações em Tecnologia da Informação.

Áreas


A Associação Internacional de Ergonomia divide a ergonomia em três domínios de especialização . São eles:

Ergonomia Física: que lida com as respostas do corpo humano à carga física e psicológica. Tópicos relevantes incluem manipulação de materiais, arranjo físico de estações de trabalho, demandas do trabalho e fatores tais como repetição, vibração, força e postura estática, relacionada com lesões músculo-esqueléticas. (veja lesão por esforço repetitivo).

Ergonomia Cognitiva: também conhecida engenharia psicológica, refere-se aos processos mentais, tais como percepção, atenção, cognição, controle motor e armazenamento e recuperação de memória, como eles afetam as interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema. Tópicos relevantes incluem carga mental de trabalho, vigilância, tomada de decisão, desempenho de habilidades, erro humano, interação humano-computador e treinamento.

Ergonomia Organizacional: ou macroergonomia, relacionada com a otimização dos sistemas socio-técnicos, incluindo sua estrutura organizacional, políticas e processos. Tópicos relevantes incluem trabalho em turnos, programação de trabalho, satisfação no trabalho, teoria motivacional, supervisão, trabalho em equipe, trabalho à distância e ética.

Aplicações


indicam a ampla faixa de aplicações desta ciência. A engenharia de fatores humanos continua a ser aplicada na aeronáutica, envelhecimento, transporte, ambiente nuclear, cuidados de saúde, tecnologia da informação, projeto de produtos (design de produto), ambientes virtuais e outros. Kim Vicente, professor de ergonomia da Universidade de Toronto, afirma que o acidente nuclear de Chernobil pode ser atribuído ao fato de os projetistas da instalação não prestarem suficiente atenção aos fatores humanos. "Os operadores eram treinados, mas a complexidade do reator e dos painéis de controle ultrapassavam sua habilidade de perceber o que eles estavam vendo, durando o prelúdio do desastre."

Assuntos de ergonomia também aparecem em sistemas simples e em produtos de consumo. Alguns exemplos incluem telefones celulares e outros dispositivos computacionais manuais que continuam diminuindo de tamanho e se tornando cada vez mais complexos. No tempo em que gravadores de vídeo-cassetes eram amplamente usados, "milhares de gravadores de vídeo-cassetes continuavam piscando '12:00' em todo o mundo, porque poucas pessoas conseguiam descobrir como programá-los" ou "relógios despertadores que permitem usuários sonolentos inadvertidamente desligar o alarme quando pretendiam somente silenciá-lo momentaneamente". Um projeto centrado no usuário, também conhecido como abordagem de sistemas, ou ciclo de vida da engenharia de usabilidade ajuda a melhorar o ajuste entre usuário e sistema.

Ergonomia e usabilidade de interfaces humano-computador


A ergonomia é a qualidade da adaptação de um dispositivo a seu operador e à tarefa que ele realiza. A usabilidade se revela quando os usuários empregam o sistema para alcançar seus objetivos em um determinado contexto de operação . Pode-se dizer que a ergonomia está na origem da usabilidade, pois quanto mais adaptado for o sistema interativo, maiores serão os níveis de eficácia, eficiência e satisfação alcançado pelo usuário durante o uso do sistema. De fato, a norma ISO 9241, em sua parte 11, define usabilidade a partir destas três medidas de base:

  • Eficácia: a capacidade que os sistemas conferem a diferentes tipos de usuários para alcançar seus objetivos em número e com a qualidade necessária.

  • Eficiência: a quantidade de recursos (por exemplo, tempo, esforço físico e cognitivo) que os sistemas solicitam aos usuários para a obtenção de seus objetivos com o sistema.

  • Satisfação: a emoção que os sistemas proporcionam aos usuários em face dos resultados obtidos e dos recursos necessários para alcançar tais objetivos.

Por outro lado, um problema de ergonomia é identificado quando um aspecto da interface está em desacordo com as características dos usuários e da maneira pela qual ele realiza sua tarefa. Já um problema de usabilidade é observado em determinadas circunstâncias, quando uma característica do sistema interativo (problema de ergonomia) ocasiona a perda de tempo, compromete a qualidade da tarefa ou mesmo inviabiliza sua realização. Como consequência, ele estará aborrecendo, constrangendo ou até traumatizando a pessoa que utiliza o sistema interativo.

Ergonomia e Sistema da Qualidade


A ergonomia aplica-se ao desenvolvimento de ferramentas de ações sistematizadas em virtude uma politica da qualidade e a critérios de averiguação de sua aplicação, como na assimilação da cultura do bem fazer por bem estar e compreender, nas chamadas auditorias ou análises de qualificação e mapeamentos de processos, e atinge a segmentos diversos quando margeia a confiança aos métodos de interpretação e a introdução de novos aplicativos, artefatos e até de gerenciamento de pessoas inerentes ou inseridas a um grupo. Os sistemas de qualidade em disseminação, quando de sua possibilidade em humanizar os processos volta-se a racionalizar o homem ao sistema e a interface da pessoa com o método. 

A NR-17 é uma norma que especificam quais são as condições mínimas de conforto físico e mental que uma empresa de telemakerting deve oferecer para não prejudicar a saúde do tele-operador.

O governo se viu obrigado a criar a NR-17 à medida que os casos cada vez mais absurdos de abusos e assédio ao operador de telemarketing vinham à tona na sociedade. Como estes postos de trabalho precarizados são usados pelo governo como campanha de geração de empregos, a NR-17 foi uma tentativa do governo de dizer à sociedade que algo estava sendo feito.

E para criá-la foi formada uma comissão pelo governo, empresas e sindicatos. A união desses três velhos amigos não podia dar em outra coisa. Quem saiu perdendo foi o operador. Pois apesar da NR-17 tratar de várias questões como monitoria das ligações, assédio moral, utilização de scripts de atendimento, pausas a lei ficou só no papel . Quer dizer ficou no papel a parte que nos beneficia, pois agora temos que trabalhar 20 minutos a mais por dia.

Por isso apesar dos sindicatos de telemarketing tentar enganar o tele-operador dizendo que a NR-17 é uma grande vitória, no nosso dia-a-dia estamos cientes que nada mudou. O nosso movimento reivindica que a NR-17 seja imediatamente cumprida pelas empresas, mas isso não é suficiente. É preciso que seja garantido um salário digno, que as empresas sejam impedidas de contratar e demitir a revelia e nossa jornada de trabalho sejam reduzidos.

Fazemos um chamado a todos os operadores a se juntar em nosso movimento independente das empresas e do governo, pois só nossa união e mobilização é que poderá mudar esse quadro. Pegue e leia o texto completo na sessão de downloads. Reivindique seus direitos se a norma não estiver sendo cumprida!

Conheça alguns pontos mais importantes da NR-17:

O contingente de operadores deve ser dimensionado às demandas da produção no sentido de não gerar sobrecarga habitual ao trabalhador.

É vedada a utilização de métodos que causem assédio moral, medo ou constrangimento, tais como:

a) estímulo abusivo à competição entre trabalhadores ou grupos/equipes de trabalho;

b) exigência de que os trabalhadores usem, de forma permanente ou temporária, adereços, acessórios, fantasias e vestimentas com o objetivo de punição, promoção e propaganda; 

c) exposição pública das avaliações de desempenho dos operadores.

Com a finalidade de reduzir o estresse dos operadores, devem ser minimizados os conflitos e ambiguidades de papéis nas tarefas a executar, estabelecendo-se claramente as diretrizes quanto a ordens e instruções de diversos níveis hierárquicos, autonomia para solução de problemas, autorização para transferência de chamadas e consultas necessárias a colegas e supervisores.

Referências Bibliográficas
 





 

Postagens mais visitadas deste blog

Objetivos da Logística

Logística tem por objetivo planejar, colocar em operação e controlar as atividades de logística de uma empresa, utilizando as metodologias e tecnologias atualizadas de gestão e identificando oportunidades de redução de custos, aumento da qualidade dos serviços em geral e aumento da qualidade de cumprimento do prazo. O profissional sairá preparado para aperfeiçoar os processos de aquisição, armazenamento e distribuição de materiais dentro do conceito de cadeia de suprimento (supply-chain), bem como para analisar aspectos de dimensão e localização de Centros de Distribuição, visando à minimização de custos operacionais e tributários, sem perda na qualidade dos serviços, e possibilitando vantagens competitivas para a empresa.




No Brasil, o Decreto-Lei 1.598/77, em seu artigo 14 determina que: o contribuinte que mantiver sistema de contabilidade de custo integrado e coordenado com o restante da escrituração poderá utilizar os custos apurados para avaliação dos estoques de produtos, principa…

Gargalos Logísticos

O sentido no qual o termo "gargalo" está sendo empregado é de representar os fatores que configuram um estrangulamento, um impedimento à expansão ou desenvolvimento de alguma atividade econômica.

Os "gargalos" são todos os pontos dentro de um sistema industrial que limitam a capacidade final de produção. E por capacidade final de produção devemos entender a quantidade de produtos disponibilizados ao consumidor final em um determinado intervalo de tempo.
São vários problemas que comprometem a logística no Brasil e, consequentemente, a competitividade e eficiência tanto da indústria nacional (inviabilizando as exportações em alguns casos) quanto das filiais brasileiras de empresas multinacionais.
Os gargalos da logística inclusive já estão computados no chamado "Custo Brasil".
Os fatores e as questões socioambientais somadas às questões comerciais e econômicas apresentam-se latentes nas questões estratégicas das operações o que resulta em investimentos logísti…

20 perguntas mais comuns em uma entrevista de emprego e dicas de como você pode respondê-las para se dar bem em um processo de seleção.

1. Fale sobre você.
Não existe regra. Cada entrevistador tem uma expectativa. No geral, o selecionador quer saber mais sobre a formação acadêmica do candidato, o que ele gosta de fazer (hobby), seus sonhos e expectativas. A orientação é direcionar o discurso para o âmbito profissional.
2. Quais são seus objetivos a curto prazo?
O candidato tem de pensar qual é o seu objetivo antes da entrevista. Só assim vai saber se determinada oportunidade de empregoé interessante para ele. É necessário que o profissional “entreviste” também a empresa e averigue se a proposta é significante para sua carreira.
3. Quais são seus objetivos a longo prazo?
Como em uma relação a dois, é primordial que a pessoa deixe claro quais são seus anseios na vida profissional. Para isso, é preciso ter clareza. O erro da maioria dos candidatos é a passividade, isto é, aceitar uma proposta sem saber o que é relevante para sua trajetória profissional.
4. Como você lida com as pressões do trabalho?
O candidato deve dar …