segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Logística "Supermercados"


Os supermercados, na medida em que operam com uma taxa de lucro menor e em condições de localização favoráveis ao escoamento de estoques, acelerando a rotatividade do capital, são estabelecimentos que impõem uma concorrência tão grande nos locais onde se implantam (principalmente grandes empresas quando interessadas em determinadas fatias do mercado) que, na maior parte das vezes ao pequeno comerciante do setor nada mais resta que fechar sua loja ou mudar de ramo. (PINTAUDI, 1984, p. 52).

Marca própria é uma estratégia de marca utilizada pelas empresas distribuidoras ou varejistas para vender produtos fabricados por terceiros, em geral empresas desconhecidas, visando diferenciação, fidelização dos clientes, bem como poder de barganha em relação às grandes marcas, líderes de mercado. A marca do produto é a própria marca do varejista ou distribuidor (por exemplo: produtos Carrefour) ou é criada uma nova marca de propriedade do varejista (LIMEIRA, 2003, p. 110 apud ANDIA FILHO; LEPSCH, 2004).

A pequena empresa isolada não consegue sobreviver nesse ambiente mutável e, assim, as parcerias apresentam-se como alternativa viável, porque conseguem estabelecer uma relação positiva no que diz respeito à combinação de pessoas, tecnologias e conhecimento, além do capital que deixa de estar concentrado nas mãos de um só proprietário. Pode-se colocar o varejo nessa situação onde a formação de parcerias dentro da cadeia de fornecimento ou até com seus concorrentes pode levar a sobrevivência ou até o crescimento e expansão no mercado.

A expansão dos supermercados também se deveu a dois fatores fundamentais que foram a geladeira e o automóvel. O aperfeiçoamento da refrigeração destinada ao lar, bem como a produção em massa de refrigeradores e sua conseqüente redução de preço, permitiu que as pessoas pudessem realizar o abastecimento em casa de gêneros alimentícios perecíveis por períodos mais longos (uma semana ou até mais). Por sua vez o automóvel , que a partir de meados da década de 60 passou a ser adquirido pelos estratos de rendimentos médios da população, deu maior autonomia aos seus proprietários, liberando-os das compras restritas aos limites do bairro. marketing e propaganda tornam-se, por conseguinte, “capazes de explorarem e associarem imagens de romance, aventura, exotismo, desejo, beleza, realização, progresso científico a mercadorias mundanas tais como sabão, máquinas de lavar, carros e bebidas alcoólicas”.

O sistema de comunicações não é constituído apenas pela rede de informações, mas também pela rede de transportes. A cidade, evidentemente, sempre foi associada a uma concentração de tráfego. Nos sistemas de transportes modernos, isso continua a acontecer, e o problema chega a parecer insolúvel em muitos casos. Mas o tráfego não é apenas uma técnica; é também uma forma de consciência e uma forma de relações sociais. 

O varejo se destaca pela proximidade com o consumidor final. Sua característica principal é a comercialização de pequenos lotes de produtos para uso pessoal. Tais mercadorias são adquiridas dos fabricantes, atacadistas e outros distribuidores com o propósito de obter um custo mínimo e serem repassados ao mercado a um determinado preço que permita a aquisição de percentual de lucro sobre o mesmo (PARENTE, 2007).

O comércio varejista relaciona-se com o ambiente geográfico no qual está inserido. De um lado reflete as características do ambiente por meio da combinação de densidade demográfica, renda e padrões culturais. De outro, impacta sobre a organização espacial prévia, inclusive o comércio varejista.Em área de status social elevado o sub-centro apresenta um número maior de estabelecimentos varejistas especializados, enquanto que o sub-centro servindo à área de status social baixo apresenta um número menor de estabelecimentos varejistas que, no entanto, oferecem uma maior variedade de produtos, para os quais há um pequeno estoque. Dentre as decisões operacionais pertinentes à atividade varejista, como layout, ambientação e exposição dos produtos de uma forma que agrade os clientes, são fundamentais as relacionadas à disposição dos produtos nas gôndolas.

As cadeias varejistas mais capitalizadas têm planos para investir no aumento do número de lojas e dar continuidade a programas de qualidade total, buscando capacitar-se tecnologicamente para competir em um mercado cada vez mais seletivo. Mais atentos e com parâmetros mais claros de preços, os consumidores brasileiros ganharam um novo status. Antes preocupados com o produto, os empresários descobriram que a melhor estratégia é satisfazer com qualidade e eficiência o gosto do cliente, inclusive colocando à sua disposição instrumentos que lhe permitam comprar sem sair de casa. Com a concorrência internacional, a tendência é de que o varejo no Brasil se sofistique ainda mais.

Para muitos estudiosos do varejo, o consumo está se acomodando; quem tinha de comprar bens mais caros já o fez, os índices estão voltando ao normal, tem-se presenciado redução no volume de vendas de automóveis e eletrodomésticos grandes; tanto é que as lojas do varejo já começam a fazer campanhas mais agressivas, notando-se uma procura por produtos mais baratos. Estratégia: Com pensamento estratégico, a empresa deve buscar uma orientação de esforços para oferecer “valor” aos consumidores, o comprometimento da alta direção, o gerenciamento das categorias como unidades estratégicas de negócios e a definição de uma estratégia de marketing, abastecimento e relacionamento com o fornecedor. 

A diferenciação do produto e serviço pode ser considerada como uma barreira à entrada por exigir que os novos entrantes tenham que superar tais diferenças. A qualidade do produto e serviço prestado consiste na maior preocupação dos supermercados pesquisados. Em relação aos fatores de mudança e conquista a principal dificuldade dos supermercados pesquisados está relacionada com os custos ao mudar ou treinar mão-de-obra. Os funcionários de uma empresa são os que mantêm contato direto com os clientes sendo, portanto importante sua qualificação e preparação para o atendimento.

A facilidade e os baixos custos na substituição de empresas que forneçam produtos similares faz com que os consumidores optem pelos menores preços, prejudicando a rentabilidade do setor e forçando o investimento em diferenciação e marketing. Os produtos substitutos fazem com que empresas de um setor tornem-se concorrentes com os produtos comercializados por outro setor. Da mesma forma um substituto define preços referentes limitando a lucratividade do setor e os preços que possam ser cobrados (LEPSCH; TOLEDO, 2000). Todos os entrevistados consideram que existem produtos substitutos e utilizam o preço como estratégia para conquistar o cliente frente aos produtos substitutos.

A possibilidade de aquisição de produtos similares nos diversos concorrentes, aliado ao não enfrentamento de altos custos de mudança de supermercado em busca de preços menores empodera seus consumidores. A diversidade de escolha das lojas para consumo e a similaridade dos serviços oferecidos pelo varejo supermercadista, faz com que os supermercados adotem estratégias de diferenciação para manter e conquistar os clientes. Essa constatação se respalda em afirmações de Porter (2009) que assegura que clientes influentes têm capacidade de obter mais valor quando derruba preços, exige mais qualidade ou mais serviços, acirrando a concorrência do setor, em decorrência da rentabilidade do setor. O cliente é considerado como influente se apresentar poder de negociação e se for sensível a preços exigindo redução dos mesmos.

As informações dos gestores leva à inferência de que o poder dos fornecedores é de baixa intensidade, já que o varejo supermercadista, objeto desse estudo, mantém alto volume de compras, dispõe de muitos fornecedores dos produtos comercializados e podem enfrentar ameaças de substitutos. Ademais os supermercados podem trocar de fornecedor com facilidade sem enfrentar altos custos, sendo que estes são relevantes somente se constatada a existência de um contrato que estabeleça vínculos por tempo determinado. Os resultados se respaldam nas afirmações de Barros (2007) que explica que o poder de negociação dos fornecedores no setor supermercadista se altera de acordo com o poder dos compradores. Os supermercados de grande porte, como aqueles pertencentes a grandes redes, alteraram o domínio em seu beneficio devido à sua capacidade de compra, diminuindo o poder dos fornecedores. 

Trabalhar com a perspectiva do proprietário do recurso (a outra parte), em relação à motivação do empreendedor: isso significa incorporar dentro da empresa a mesma motivação de seus clientes, ou implantar na cultura da empresa a responsividade em relação a seus clientes. Tal caminho pode ser reforçado mediante escolha cuidadosa dos parceiros dos diversos relacionamentos, buscando explicitamente por pessoas com valores similares àqueles dos clientes.

Trabalhar com a perspectiva do proprietário do recurso, em relação à situação intrínseca: o empreendedor não pode esperar confiança cega, se isto significar alto risco para os participantes da rede. O ganho possível de ser obtido ferindo de morte um seu subcontratado compensaria a perda de eficiência que poderia ocorrer como resultado da deterioração do sistema? Obviamente não, e esta é a razão pela qual a situação é, mesmo para os menores sub-contratados, muito menos arriscada do que parece.

Assim, verifica-se a vulnerabilidade de muitos fornecedores pela dependência excessiva de alguns grandes varejistas, que começam a impor suas condições de fornecidas, definições de formas de abastecimento, bem como os procedimentos de gestão que a indústria deve adotar. Desta forma, alguns fatores, como o avanço da tecnologia da informação, a necessidade de se chegar ao consumidor final o preço mais competitivo possível, bem como o surgimento de novas formas de relacionamento interorganizacionais, estão levando as empresas produtoras e os seus intermediários a repensar seu papel estratégico e sua atuação dentro da cadeia de distribuição. Relacionamento entre a empresa e o consumidor – as informações dos consumidores quanto às suas necessidades e preferências, coletadas por meio da informatização dos estabelecimentos, trazem para os supermercadistas a oportunidade de conhecimento de seus usuários. Com isso, tanto os supermercados quanto seus fornecedores ganham, agradando o cliente com um serviço adequado, focalizando a produção nos produtos mais solicitados e identificando novas demandas a serem desenvolvidas. 

Referências Bibliográficas

http://www.scielo.br/pdf/gp/v11n2/a02v11n2.pdf

egal2009.easyplanners.info/area05/5698_Faria__Denis_Roger.doc

http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/18092/000685842.pdf?sequence=1

http://www.aedb.br/seget/artigos11/44114498.pdf

http://www.simpep.feb.unesp.br/anais/anais_13/artigos/146.pdf

http://www.sebrae.com.br/uf/pernambuco/orientacao-empresarial/defina-seu-negocio

http://201.2.114.147/bds/BDS.nsf/479EB77358B5608083257344006DE5C0/$File/NT00036016.pdf

http://www.observatorium.ig.ufu.br/pdfs/2edicao/n4/Os_supermercados_de_vizinhanca.pdf

http://www.unifenas.br/extensao/administracao/icongresso/2.htm

http://abiliodiniz.uol.com.br/eu-abilio/opiniao/o-brasil-na-era-dos-supermercados.htm