quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Psicologia Organizacional

A Psicologia Organizacional e do Trabalho estuda os fenômenos psicológicos presentes nas organizações, compreendendo e atuando nos processos relativos ao mundo do trabalho, explorando, analisando e oferecendo ferramentas para lidar com as múltiplas dimensões que caracterizam as pessoas, os grupos e as organizações. Mais especificamente, pode-se dizer que atua sobre os problemas organizacionais ligados à gestão de pessoas. Desta maneira, nota-se que a Psicologia Organizacional e do Trabalho está ligada às empresas atualmente seja no bem-estar de cada um dos colaboradores, como até mesmo, mas emoções geradas no ambiente de trabalho.

Portanto, percebe-se no mercado atual de trabalho que algumas empresas ainda não possuem dentro do seu plano estratégico a inserção da Psicologia Organizacional. Assim, impossibilita o processo de crescimento econômico da empresa, deixando de favorecer o aumento da produção e a segurança das decisões vitais nos lugares estratégicos de sua empresa. Desconhecendo ainda seu importante papel no exercício de suas capacidades para salvaguardar a saúde mental e emocional da empresa.

O papel do psicólogo organizacional é aplicar princípios e métodos oriundos da Psicologia a questões relacionadas ao trabalho humano, com o objetivo de promover o desenvolvimento integral do trabalhador, a sua satisfação em relação ao trabalho que realiza e, por conseguinte, na promoção da saúde, na integração dos funcionários, na comunicação da diretoria e funcionário, e atua na busca de um atendimento às necessidades do homem e um maior rendimento do trabalho. Este profissional dentro de uma organização atua através do recrutamento e seleção de pessoal, entrevistas, aplicação de estes psicológicos, diagnóstico organizacional, treinamentos, integração do funcionário, avaliação de desempenho, reunião de equipe para promoção da qualidade de serviço, etc.
Os líderes de uma organização devem ter a capacidade de diagnosticar e prever o comportamento das pessoas envolvidas com uma função organizadora, para conseguir o rendimento máximo das mesmas.

Enfim, o Psicólogo deve atuar como um facilitador dentro da empresa. O facilitador:
  • Da gestão de mudanças pelas quais a organização tem e terá sempre de passar, do relacionamento interpessoal;
  • Do desenvolvimento de pessoal e profissional, identificando, estimulando, direcionando, criando possibilidades para que as pessoas percebam em que aspectos podem melhorar;
  • Da integração, ajudando e preparando as lideranças para saberem lidar com as pessoas, pois cada líder deve ser gestor de Recursos Humanos, pois ele tem de estar próximo da sua equipe, desenvolvendo as pessoas, potencializando talentos;
  • Da satisfação pessoal, procurando através de pesquisa de clima e intervenções compatíveis, contribuir para que a organização seja um ambiente propício a satisfação das necessidades individuais, procurando colocar as pessoas em atividades que correspondam ao seu perfil e às suas expectativas.
Assim, é possível perceber que o psicólogo tem muitas atividades a desenvolver dentro da organização, no sentido pleno das potencialidades dos seres humanos que fazem parte de uma organização. È preciso colocar todo conhecimento, habilidades e atitudes de “cientistas do comportamento humano” a serviço das pessoas contribuindo desta forma para empresas mais humanas, onde o lucro seja uma conseqüência natural do trabalho bem feito, porque é feito por pessoas capacitadas e realizadas profissionalmente.
Em uma organização é dever dos líderes a motivação do grupo pelo desejo de alcançar um objetivo, pois nem sempre as pessoas
MARINGÁ MANAGEMENT Maringá Management: Revista de Ciências Empresariais, v. 4, n.1, - p.43-50, jan./jun. 2007 45
têm a visão clara destes. As pessoas nem sempre conseguem ver conscientemente a razão de suas ações.
Pessoas são diferentes, portanto seus desejos e objetivos também o são.
De acordo com Blanchard e Hersey (1982, p.18), "os motivos podem ser definidos como necessidades, desejos ou impulsos oriundos do indivíduo e dirigidos para objetivos, que podem ser conscientes ou subconscientes."
Ainda para Davidoff (2001, p. 14):
[...] para obter conhecimento válido sobre qualquer qualidade ou experiência humana, é preciso focalizá-las tendo como base diferentes quadros de referência, da forma que os diversos indivíduos a experienciam. Em outras palavras , a interpretação subjetiva é central a toda atividade humana e não pode ser ignorada.
É necessário que o líder entenda a forma de comportamento do grupo para conseguir alterar sua forma de pensar e agir em benefício da organização e do mesmo, e assim conseguir motivação para que haja uma mudança.
Ainda Blanchard e Hersey (1982, p. 18) sobre o mesmo tema colabora com a opinião dos outros autores acima, segundo a qual:
As pessoas diferem não só pela sua capacidade, mas também pela sua vontade de fazer as coisas, isto é, pela motivação. A motivação das pessoas depende da intensidade de seus motivos. Os motivos podem ser definidos como necessidades, desejos ou impulsos oriundos do indivíduo e dirigidos  para objetivos, que podem ser conscientes ou subconsientes. Os motivos são os porquês do comportamento. Provocam e mantém as atividades e determinam a orientação geral do comportamento das pessoas.

Pode-se então concluir que ser Psicólogo Organizacional é observar os fenômenos que acontece na organização e traduzir o indizível de forma que haja uma melhor interação entre os departamentos e entre os relacionamentos interpessoais. É apreciar o ser existente em sua totalidade e singularidade, cuidando e zelando pelo seu bem-estar e integridade na organização.
LIDERANÇA
Um líder deve ter uma capacidade organizacional de exercer influência sobre os indivíduos da organização, para assim, conseguir destes o trabalho necessário. O chefe ou gerente possui finalidades específicas, mas conseguem com que cada indivíduo cumpra seu papel, valendo-se do poder legal que lhes foram atribuídos.
Para Blanchard e Hersey (1982, p. 105), "definimos liderança como o processo de influenciar as atividades de indivíduos ou grupos para a consecução de um objetivo numa dada situação. Em essência, a liderança envolve a realização de objetivos com e através de pessoas."
O líder também consegue que o indivíduo colabore com ele, mas para isso não necessita usar atributos do poder para influenciá-los, ou persuadi-los. Um líder é nato, ou seja, o líder leva consigo indivíduos com o poder de sua palavra.
Segundo Fiorelli (2004, p. 203):
Grandes líderes da humanidade comprovam essa percepção. O elo emocional com seus seguidores supera e /ou fortalece suas qualidades pessoais, ao mesmo tempo em que obscurece a percepção de seus potenciais defeitos por seus admiradores. Essa forma de liderança, essencialmente carismática, contudo, constitui um risco no ambiente organizacional, porque compromete a crítica.
A verdadeira liderança estabelece seus alicerces em componentes psicológicos duradouros e consistentes: o cimento a unir liderados e líder denomina-se emoção.
Um líder nato deve possuir a capacidade de diagnosticar e executar mudanças no ambiente organizacional, adaptando seu estilo de liderança à empresa.
SELEÇÃO E DESENVOLVIMENTO
Na hora de selecionar pessoas para exercer as funções em uma organização, deve-se ter um processo seletivo rigoroso, para que o candidato à vaga seja avaliado não só quanto à sua capacidade de exercer o trabalho, mas também, como ele se comporta diante de uma equipe e de um líder. São dados psicológicos, necessários na contratação de um indivíduo, pois mesmo tendo profissionais de alto nível, uma organização pode ir à ruína, caso os mesmos não atuem em concordância e união em torno dos interesses da organização.
Segundo Fiorelli (2004, p. 230).
MARINGÁ MANAGEMENT Maringá Management: Revista de Ciências Empresariais, v. 4, n.1, - p.43-50, jan./jun. 2007 47
Uma organização constituída de profissionais de elevada competência pode encontrar a ruína caso não consiga uni-los em torno de um interesse comum – a missão do líder. Entretanto, a ruína aguarda, com certeza, a Organização de pessoas medíocres, ainda que polarizadas para a consecução dos objetivos organizacionais.
Daí a necessidade de organizar a ‘porta de entrada’ e, em continuidade, assegurar o desenvolvimento contínuo dos profissionais.
Após a seleção faz-se necessário o treinamento dos contratados, para que possam executar suas funções dentro da organização.
Com isso, podemos adequar estes profissionais dentro de uma estrutura organizacional que vive em constante desenvolvimento, pois além de mudanças na estrutura governamental da organização, também se faz nas leis que a regem.
Ainda segundo Fiorelli (2004, p. 245), "a manutenção do equilíbrio emocional inclui a atualização técnica, imprescindível à empregabilidade. Sem a manutenção da perícia, o indivíduo perderá espaço no mercado de trabalho e comprometerá sua produtividade, o que será desastroso para ele, tendo ou não vínculo empregatício."
Além das organizações terem a obrigação de treinarem seus funcionários, quando da contratação, devem manter estes atualizados, com treinamentos periódicos para que possam cumprir seus papéis junto à empresa.
TRANSTORNOS MENTAIS NO TRABALHO
Indivíduos com uma carga excessiva de responsabilidade dentro de uma organização e, em grande maioria, sem o devido apoio de auxiliares e líderes, tendem a desenvolver problemas de distúrbios mentais. Muitas vezes, o próprio indivíduo consegue controlá-los e, em casos mais extremos, pode levá-lo a prática de homicídios, suicídio, à perca de memória, ou a inúmeros outros problemas, os quais são meramente conseqüências.
Profissionais de grandes organizações, que sofrem pressões psicológicas diariamente, devem ter um acompanhamento psicológico, com o objetivo de neutralizar esses transtornos, para que os mesmos não percam seu nível de produtividade profissional e nem a qualidade do mesmo.
De acordo com Fiorelli (2004, p. 271).
As transformações em características e diagnósticos combinam-se tornando rico e complexo o quadro evolutivo dos transtornos mentais.
Acompanhar essa evolução permitirá às Organizações antecipar-se às conseqüências dos transtornos, com o objetivo de neutralizá-los e contribuir para manter ou ampliar o nível de produtividade dos profissionais, sem perda de qualidade de vida.
Com as exigências cada vez maiores da tecnologia na estrutura organizacional, inúmeros transtornos mentais podem ser constatados, havendo a necessidade de uma nova política no departamento de recursos humanos destas organizações

 


Referências Bibliográficas
http://www.maringamanagement.com.br/novo/index.php/ojs/article/viewPDFInterstitial/43/21
http://www.jornaltribunadaregiao.com.br/index.php?page=noticia&codigo_noticia=864